SELENA GOMEZ, BILL CHOTT

Sempre postamos aqui lições de vida. A Andrea até sugeriu e criamos a coluna Inspire-se que toda semana mostra histórias de vida que nos obrigam a repensar sobre a nossa vida. Como hoje é dia de evento Selenator, e nós acreditamos estar fazendo a diferença no nosso país, resolvemos compartilhar essa bela história publicada na Veja São Paulo.

Localizado a 17 quilômetros da Arena Corinthians, todos vão lembrar onde fica se dissermos que essa arena foi palco da abertura da Copa do Mundo de 2014, correto?? Então, o pequeno campo de futebol de 60 por 32 metros feito com terra batida está longe de atingir o “padrão FIFA”. Fica no bairro do Glicério, região central da cidade repleta de usuários de drogas. Quem apita por lá é Eva Alves, de 60 anos, a líder da Comunidade Esportiva Glicério, centro de treinamento amador para mais de 200 crianças e jovens carentes. “É uma alegria ver como o esporte pode afastar a nova geração da violência”, diz. Mais uma prova de que o esporte traz mudanças, precisamos mostrar que histórias como essa existem. Mudam e guiam pessoas, crianças, jovens e adultos, a melhorar e mudar as suas condições de vida.

Ajudante-geral do museu Catavento Cultural e Educacional, Eva nasceu em Catanduva e foi trazida à capital aos 12 anos, para trabalhar como faxineira, mas chegou a morar três anos na rua após brigar com os patrões. Nos anos 80, casada, mudou-se para o Glicério e decidiu pôr ordem na brincadeira dos garotos que jogavam futebol em qualquer canto que encontrassem. “Sem técnico e com uniforme emprestado, levamos o título em um campeonato amador”, lembra.

Foram anos tentando a doação de um espaço fixo, conquistado em 2006, sob o viaduto em que está ainda hoje, com a chegada de um patrocinador. A marca bancou despesas como salário dos treinadores e materiais por cinco anos até 2011, quando a prefeitura assumiu esse papel. Deixamos aqui o nosso parabéns à Prefeitura de São Paulo por tal atitude. Essa ação municipal permitiu que o atendimento fosse ampliado. Crianças e jovens entre 6 e 17 anos se revezam em dois turnos. Muitos são filhos de famílias problemáticas, em alguns casos de viciados do ‘pedaço’. Por vezes, ela precisa ir às reuniões na escola dos matriculados no projeto, suprindo a ausência dos pais.

O próximo passo é reconquistar um apoiador privado. “Como o campo é pequeno, treinamos com apenas sete jogadores de cada lado”, descreve Eva, cujo sonho é ver um dos garotos em um time profissional. Atualmente, o pôster da seleção pentacampeã de 2002 continua pendurado na parede de sua sala – e só será substituído, jura, pela foto de algum de seus meninos vestindo a “amarelinha”. Esperamo que isso aconteça em breve, porque ACREDITAMOS!

Fonte – Planeta Sustentável

Ana Farias postou isto no dia 30 de agosto de 2014.


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