tenis

Pode não ser algo comum aos brasileiros, mas há quem goste. Quem acompanhe. Quem jogue. O esporte pode até ser considerado aristocrático, mas o tênis envolve, além de habilidades físicas, um peculiar código de conduta, pautado por regras não escritas e preceitos como cortesia e respeito ao oponente.

Trata-se do projeto Tênis Solidário, criado há três anos em uma quadra de futebol de salão no bairro de Pilares (Rio de Janeiro). Ali, o esporte é ensinado gratuitamente a 47 crianças e jovens entre 7 e 17 anos, provenientes de escolas públicas. No pequeno ginásio não se fala palavrão e todos aprendem a etiqueta do esporte.

Os alunos também são apresentados a termos básicos em inglês e passam ainda por uma espécie de curso intensivo sobre a história do tênis. “Para nós não basta vencer, é preciso superar as barreiras que existem em um esporte tão elitizado”, conta Artur Ricardo Costa, idealizador da empreitada.

Professor de educação física de 43 anos, ele levou para o subúrbio a experiência em projetos sociais promovidos pela Superintendência de Desportos do Estado do Rio de Janeiro (Suderj), além das técnicas de organização aprendidas quando trabalhava como assistente de educação física na sede do Fluminense, em Laranjeiras. A vasta oferta de programas sociais desenvolvidos em torno do futebol direcionou sua atenção para o tênis. Hoje ele compartilha o que aprendeu. Dá esperança aos jovens, com o bônus de aulas de “boas maneiras”.

Não por acaso, Costa sustenta a família e a escolinha com o salário de professor particular. Doações de pessoas físicas e jurídicas ajudam a complementar despesas com raquetes, bolas, redes, uniformes e lanches para os treinos, que acontecem duas vezes por semana. “No princípio fui recebido com desconfiança, mas aos poucos o projeto foi se firmando e já temos dois alunos participando regularmente de competições”, orgulha-se. Um de seus pupilos, Mateus Truta, de 13 anos, ficou entre os dez melhores do Rio no Campeonato Carioca de 2012. “Estamos só começando”, afirma o professor.

É bom ver que ainda que em um mundo turbulento, ainda existe aqueles que acreditam que o esporte pode melhorar a vida de muitos. E pode mesmo. Se esses jovens não levarem o tênis como uma profissão, podem dizer que aprenderam coisas importantes, como disciplina e boas maneiras. Ou seja, nenhum tipo de aprendizado é inútil em nossas vidas!

Por mais atitudes assim no mundo!

Fonte – Planeta Sustentável

Ana Farias postou isto no dia 26 de abril de 2014.


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