Publicado por Ana Farias em 13.mar.2018

Se não for a gente, quem será?

No Brasil quando denunciaram assédio dentro da Rede Globo vimos uma movimentação e muitos envolvidos no caso e em defesa das mulheres, mas já não se fala do assunto por aqui como antes. Já não temos mais casos sobre isso, não. Com toda certeza todos os dias alguém que você conhece sofre assédio. Do “linda” na rua a coisas piores, mas não falamos mais sobre. Por que? Porque é confortável a inércia quando a isso.

Quando as mulheres da indústria Hollywoodiana começaram a falar sobre voltamos a debater o assunto por aqui. A grande questão é… não precisamos que esse assunto chegue a mídia para que a gente fale sobre isso. A diferença de gênero é algo que existe em todas as partes. Perguntas simples podem comprovar isso, quantas mulheres você conhece que ocupam cargos de chefias? Quantas mulheres temos hoje em cargos políticos? Poucas, quando temos. E se temos, a chance da remuneração delas serem menor é sempre altíssima.

Por isso é preciso falar sobre o assunto. É preciso que a sociedade hoje saia em defesa pelos seus direitos para que seja possível as meninas de hoje terem mais oportunidades no futuro. As lutas de hoje existem porque as mulheres que sofreram caladas por muito tempo resolveram falar. Elas abriram espaços para que seja discutido o assunto, ainda que muitos não gostem.

Se não for a gente, nós mulheres, para sair em nossa defesa, quem irá sair? Não as atrizes de Hollywood não querem chamar atenção, apenas querem que as relações construídas sejam de respeito e igualdade. Quanto tempo ainda teremos salários sendo determinado pelo sexo e não pela tarefa executada? Quantas vezes ainda teremos que ouvir “mas olha a roupa que ela usa também?” e coisas desse tipo?

Se sairmos em defesa uma da outra, com o passar do tempo menos irão dizer “eu também” 

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