Resgate Selenator, Igor Mendes

Quartas são dos pets. Quem visita sabe, quem não visita sempre também. Sabe como sabemos uma amiga outro dia durante uma conversa sobre as nossas colunas atuais falou “O adote é quarta, não é?” . São essas situações que mostram que o nosso trabalho está seguindo caminhos corretos. Graças a NOSSA DEDICAÇÃO. A coluna de hoje, nasceu sem nenhum planejamento, acho que esse é o motivo po ter se tornado tão especial. Com a palavra, Igor.

Resgate Selenator – 2015/01

Estou aqui de novo para contar mais um pouco sobre minhas atividades com os animais, contar alguns acontecimentos e dessa vez em um espaço diferente. Foi uma honra para mim aceitar esse pedido que o pessoal do SGFFC me ofereceu, sou grata por ser parte dessa família.

Então, o relato que irei contar agora foi um dos mais lindos que aconteceu. “Eu estava em casa com minha irmã e meu pai, e era um dia muito chuvoso, então eu estava assistindo TV quando escutei o choro de animal, ai fiquei alerto e fui no terraço de minha casa para ver o que era, e quando olhei para a grade, tinha um cachorrinho com a cabeça dentro da grade, chorando, todo molhado e me olhando como se tivesse pedindo para entrar, ai eu chamei o meu pai e falei, “pai vamos deixar ele entrar até a chuva passar” e meu pai deixou. Quando ele entrou, demos comida e água a ele. Ele estava morto de fome e quando ele foi tentar andar, vimos que ele tinha algo nas patas de trás por que ele se arrastava. Achavamos que ele tinha sido atropelado ou algo do tipo, esperei minha mãe chegar para ver o que iamos fazer com ele, quando ela viu o estado que ele estava todo cheio de carrapicho, com as patas de trás arrastadas etc… Ela por pouco não chorou.

No dia seguinte, levamos ele ao veterinário e veio a notícia, ele estava com cinomose, uma doença que faz o animal perder a flexibilidade dos ossos e vai o matando aos poucos, depois dessa notícia comecei a chorar por saber que ele estava morrendo, mas não desistimos dele, ele ficou em casa, demos uma comida mais forte para ele, como figado. Compramos medicamentos, gastamos muito com ele. E tudo valeu apena.

Depois de uns 4 meses ele já estava quase andando, colocávamos a comida longe para ele ir até ela e comer e ele ia. Meus olhos encheram de lágrimas quando o vi andando, latindo, todo esforço realmente valeu a pena. Levamos ele no veterinário novamente e ele disse que ia ficar tudo bem, a doença estava passando e isso foi uma vitória, no sexto mês com a gente ele ja estava andando 99%. Corria, mancava um pouco, mas era normal por causa da doença, e dai em diante ele ficava cada dia mais lindo, mais forte, mais adorável.

Só que como disse na minha primeira postagem aqui, eu me mudei para apartamento e não podia ficar com ele, então conseguimos adoção e ficamos felizes por vermos o quão ele estava bem na nova família. Eu me orgulho muito de mim por ter feito isso, por ajudar esses animais que precisam, por tirá-los de um sofrimento e os colocar em um paraíso, e nunca irei parar com essas atitudes. Posso estar nas condições que for, sempre irei ajudar como posso. É como sempre digo: AJUDE, ADOTE, AME, SALVE, DE CARINHO, DE COMIDA E ÁGUA E O MAIS IMPORTANTE, TENHA FÉ.

Ana Farias postou isto no dia 04 de março de 2015.


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