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Quem nunca foi pra escola de carona? Seja por morar perto e estudar no mesmo colégio, ou por morar no mesmo condomínio e estudar perto dos seus vizinhos/amigos. Bom, isso prova que alguns cultivam a cultura do carona desde cedo, certo? Pois é, essa cultura precisa ser cultivada até porque isso ajuda o planeta e há quem acredite que é preciso divulgar para acabar com a não necessidade de 2 ou mais carros ‘vazios’ realizando caminhos semelhantes.

Parte do grupo que acredita nessa cultura, está colocando em prática de verdade. Há motoristas espalhados pela cidade e pedestres que realizam o mesmo trajeto, o que falta é comunicação. Lançado em março, no Rio de Janeiro, pelo brasileiro Yonathan Yuri Faber, 28 anos, e pelo israelense Sagiv Ofek, 30 anos, o serviço é um dos primeiros apps de carona do Brasil. Ele faz a conexão entre motoristas e pessoas que querem chegar a algum lugar.

Aplicativos como o Zaznu permitem que qualquer um ganhe um trocado para fazer corridas particulares, o que não é permitido pela legislação e tem provocado protestos de taxistas. Por outro lado, os defensores afirmam que os apps podem ajudar a melhorar o trânsito, gerar mais interação entre as pessoas e ainda render um dinheiro extra, embora o valor esteja longe de ser o suficiente para viver de levar desconhecidos por aí. Nós acreditamos que no momento em que foi gerada a polêmica, também foi comprovado que há interesse em reviver a época das caronas.

NA PRÁTICA
O modelo do Zaznu é o mesmo que o de startups criadas nos Estados Unidos, como Uber*, que já atua no Brasil, Lyft* e SideCar*, que já são famosas no Vale do Silício. Em São Francisco, onde essas três foram fundadas, o hábito de pegar carona é comum e substitui o táxi em certos casos. Nos últimos anos, os serviços se espalharam por Estados Unidos, Europa e Ásia, e agora chegam ao Brasil.

Os serviços funcionam de maneira parecida. Para pedir uma carona, o usuário faz um cadastro e tem de indicar o número de um cartão de crédito no mesmo nome. Os motoristas entram num processo de seleção. No caso do Zaznu, é preciso enviar uma série de documentos: habilitação, licenciamento, cartão do seguro, carteira de identidade, além de três fotografias do automóvel, em ângulos diferentes, e um retrato do motorista. Depois, é feita uma entrevista por Skype com um representante que explica como funcionam as corridas. Se aprovado, o motorista passa a fazer parte da frota de caroneiros. Eu fiz todo esse processo.

Para pedir carona, a pessoa indica o endereço e espera a resposta de um motorista disponível. Quem está ao volante – numa distância entre 3 e 25 quilômetros, definida pelo condutor – ouve o som de uma campainha no celular.

IMPORTANTE, cobrar para dar carona não é permitido por lei. Até uma prática comum, como dividir o custo da gasolina, é irregular. O Código Civil isenta se o transporte for gratuito, “por cortesia ou amizade” – a carona tradicional -, mas afirma que o motorista não pode receber valor ou vantagem pela viagem, nem indiretamente. Já o Código de Trânsito define que, para fazer transporte remunerado, é preciso ter permissão do poder público. Sem autorização, motorista que cobra pelo transporte pode ser multado e ter o veículo apreendido. Mas há brechas. Ainda levará um tempo para saber se o impacto dos apps será tão positivo para a cidade quanto é para as startups que os criaram. Mas a ideia de que eu ou você podemos servir como meio de transporte, no caminho diário para casa ou o trabalho, tem atraído muita gente em busca de um transporte solidário.

Fonte – Planeta

Ana Farias postou isto no dia 02 de agosto de 2014.


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