Publicado por Ana Farias em 03.jun.2018

Poliana

Vocês devem estar se perguntando a razão da gente estar vindo falar de uma novela classificada como infantil quando mudamos nossas postagens para assuntos mais adultos. A resposta é até que bem simples, muitas meninas que hoje já passaram da adolescência leram POLIANA.

Ah, só uma explicação rápida… vocês sabem que a gente não gosta de classificar as coisas por gênero, mas 10/15 anos atrás a luta para que essa divisão menino/menina não existisse era bem difícil de acontecer. Então, sim… é provável que só meninas tenham lido esse livro naquela época (infelizmente).

Poliana era meio que um dos primeiros livros que as meninas liam, hoje a tradição ainda deve acontecer caso alguém da família ter lido essa história. Eu não lembro ao certo quando eu li, mas acho que foi mais ou menos com uns 12 anos porque eu ainda estudava em uma escola menor, mas tenho tantas boas memórias dessa história que meio que é impossível não se envolver mesmo que pouco com essa releitura.

Essas memórias que me chamaram atenção para novela e vou dizer que até o momento estou adorando 

Como a gente sabe mudanças acontecem em qualquer adaptação, até porque é adaptação, mas eu acho que a escolha dos atores podem fazer essas pequenas ou grandes mudanças serem tão pequenas se comparadas a história que eu aprendi a não me apegar muito nisso. No entanto eu arrisco a dizer que eles de verdade acertaram em cheio na escolha da pequena Sophia para viver a Poliana. Essa menina tem uma luz que encanta e representa tanto o que a Poliana traz. Nenhuma fala fica forçada na voz da menina, os olhinhos marejados mostram o quão entregue a personagem ela está. É esse sentimento de amor pela arte que faz a gente se apaixonar pela trama.

O ponto discutido na história é tentar SEMPRE ver o lado positivo das coisas, não importa o quão impossível isso possa ser, jogando o jogo do contente. Pode parecer meio louco isso tudo, mas no fundo sabe quando algo é lançado no momento certo? Acho que essa novela é bem isso. Estamos em um momento tão difícil, não só no Brasil, mas no mundo. São tantas coisas ruins acontecendo que ter esperança e acreditar que as coisas podem ser melhores é difícil.

Sempre acreditei que se a gente começar a mudar alguns hábitos e de alguma forma essa mudança acontecer com maior impacto nas gerações que ainda estão se formando como cidadãos, o resultado final pode ser visto com maior clareza. Talvez, até mesmo de forma mais espontânea. Querem um exemplo bem simples, segurança no trânsito, quando estamos com ou perto de crianças, dificilmente atravessamos a rua com o sinal fechado para os pedestres. O mesmo quando sobre separar lixo limpo do sujo em casa, se temos criança em casa e ela chega com esse discurso da escola, mudanças nesse hábito acaba acontecendo também.

Que a positividade carregada por essa trama seja absorvida por crianças e seus familiares, que esse livro volte a ser lido por meninas e, principalmente, que meninos sintam liberdade para lê-lo também. Que Poliana vire um nova febre e crie fanáticos, porque precisamos de muitos acreditando que as coisas mesmo ruins, podem ser vistas de forma diferente, que buscar o lado bom das cosias pode trazer bons frutos e criar uma sociedade mais leve e colorida.

DEIXE SEU COMENTÁRIO