Publicado por Ana Farias em 25.jan.2018

Para escrever amor nos braços dela

Conheci esse filme através da campanha do ator, Jared Padalecki, nomeada de: Always Keep Fighting. Para quem não sabe, no começo de 2015, Jared assumiu ter sofrido de um forte quadro depressivo em 2008, quando filmava a 3ª temporada da série Supernatural. Padalecki decidiu lançar uma campanha que ajudasse pessoas que sofressem de depressão, “Always Keep Fighting” e a renda dessa campanha é doada para To Write Love on Her Arms.

Para entender da melhor forma o filme, trouxemos para vocês alguns trechos de uma publicação do blog “A Bela e as Feras”, que explica não somente sobre a fundação, como também a história por trás dela.

To Write Love On Her Arms não é um documentário, mas um drama biográfico que reconta suavemente um fragmento da vida de Renee Yohe, a pessoa que inspirou a criação dessa organização e que é interpretada por Kat Dennings. Também conhecido como Day One ou simplesmente Renee, o filme introduz uma adolescente que sofre com o transtorno bipolar e o grande X da questão é que ela burla a ingestão dos medicamentos. De início, a vemos consciente e sociável entre dois e únicos melhores amigos – Dylan e Jessie. Relação que abre brecha para o core da vida da personagem: a música que a desconecta do mundo real.

As circunstâncias mudam devido a uma experiência indesejada – e que, a princípio, fica nas reticências no começo do filme – que rola em uma festa de Dia das Bruxas. Não vamos dar muitos detalhes, porque não gostamos de spoiler e queremos que vocês assistam!!!!!!!

A verdade é que o elo de Renee com McKenna é o que faz o filme especial. Quando estão juntos, há os debates delicados, tais como acreditarmos que o problema do mundo somos nós, que precisamos de outras pessoas e que segredos podem nos deixar doentes. O tique-taque do relógio une essas vidas de uma forma que diria ser destino, que era para ser, rendendo também o aprendizado do background desse personagem muito bem interpretado por Rupert Friend. […]

Tanto como organização quanto como filme, TWLOHA mostra que ninguém está sozinho e que histórias podem salvar outras vidas. Inclusive, a organização dá voz a quem se sente marginalizado na própria dor.

[…] Renee passa pelos mesmos conflitos que tive na adolescência, sobre pensar se um dia ficaria bem e indagar o universo porque ele me fez dessa forma – ou porque ainda me mantinha viva quando claramente não me importava com absolutamente mais nada. Os meus segredos me deixaram doente, perdi o controle, porque não fazia a menor ideia do que estava acontecendo comigo. Do transtorno alimentar veio os dribles da saúde mental, tudo regado com o sentimento insuportável de que não há nada a perder.

Esse filme me mostrou novamente que sempre haverá um pouco mais a se viver. Que todos os poemas sombrios que escrevi no passado agora se tornaram este e outros textos meus espalhados na internet ou no meu Word. Há recuperação, mas, até nos convencermos disso, é preciso encontrar a força. Nem sempre conseguimos, algo que Renee obteve ao lado dos amigos e de dois completos desconhecidos.

Graças ao universo que a real Renee ainda está entre nós! Hoje ela está bem e tem uma banda chamada Bearcat.

É bem fato que um momento pode nos mudar. Um momento que rende uma pilha de segredos internos e não compartilhados. Que são remoídos e abafados por meio de processos autodestrutivos. Precisamos de outras pessoas sim. E precisamos ser ainda mais bravas em pedir ajuda. Não é todo mundo que entenderá o seu problema, especialmente quando envolve depressão, vício e automutilação, mas falando, talvez, os outros passarão a entender que não é rebeldia. Que não é frescura. Que não é coisa passageira. É um monstro que habita dentro de nós.

As pessoas ao redor de Renee escolheram escrever amor nos braços dela e é isso que devemos fazer com tantas outras que estão empacadas, senão esquecidas, em seus dias cinza.

Nós de Fans esperamos que esses trechos ajudem vocês a perceberem que muitas vezes não enxergamos quem realmente precisa de ajuda. A vida de ninguém é perfeita. Ninguém é feliz 100% do dia ou 365 dias do ano. Estar triste é normal, chorar é normal. Estar assim sempre que não. Seja mais ouvido que fala. Ajude quem ainda não sabe como pedir ajuda!

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