Publicado por Ana Farias em 24.maio.2018

Lugar de Fala

Tem um tempo que essa frase vem estando ativa nos meus pensamentos. Não faz muito tempo participei de uma roda de conversa sobre o tema, e confesso que desde o caso da Marielle e do Anderson, as conversas estão se tornando mais frequente. Não por ser errado alguém se posicionar sobre quando não pertence a determinado cenário, mas por entender o que acontece e a importância da empatia.

Acho que esse ideal de lugar de fala ficou bem claro na minha mente quando durante atos ouvia negros com coros em voz alta que me faziam refletir e, mais do que isso, me proporcionavam um sentimento de luta. O mesmo aconteceu quando em um carnaval um amigo do meu irmão apanhou na praça do metro, a explicação? Oficial, nenhuma, mas as pessoas próximas a ele sabe que era por ele ser homossexual.

Ai deixo perguntas para que vocês pensem. Eu, no privilégio da minha pele branca não posso lutar contra o racismo? Sim, se entendo o meu privilégio e faço dele uma ferramenta de denúncia. Sobre o menino que apanhou, deixo apenas um outro recorte ele era branco, morador da zona sul e o acontecido foi na zona sul. Imagina se ele fosse negro e/ou da periferia. O mesmo se aplica ao caso do espancamento.

Hoje compartilhamos com vocês um vídeo que mostra e explica um pouco essa questão de “Lugar de Fala” e esperamos que vocês reflitam. Que entendam que as questões que enfrentamos hoje são maiores do que imaginamos e precisamos sim falar sobre.

Tenham em mente que diferenças sempre vão existir, isso não é ruim ou errado, a forma como escolhemos viver essa diferença que é. Podemos usar o nosso privilégio para buscar mudanças e cenários mais igualitários, ou simplesmente nos conformarmos. Esperamos que vocês percebam que mesmo que suas atitudes sejam pequenas, todas elas importam e impactam. Por isso, não desistam!

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