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Uma criança de 6 anos pode te inspirar? Uma mãe que deixa um filho de 3 em casa, para cuidar dessa de seis, pode te inspirar? Bom, elas são uma inspiração para gente, por isso que resolvemos compartilhar a luta dessas duas aqui nessa coluna e não no Diário Voluntário, como seria de costume.

Quem acompanha nosso site vai lembrar da Fernandinha, porque não faz muitos dias estivemos aqui contando um pouco sobre a sua luta e pedindo que vocês compartilhassem as informações. Bom, um relato resumido dos últimos dias dela internada:

A quimioterapia dificulta um pouco a sua alimentação, por conta de enjoos e o seu medo contante de vomitar, mas aos poucos ela está voltando a comer normalmente. Uma grande dificuldade fazer com que ela beba mais água. É ai que entra a psicologia de uma mãe que luta já alguns anos contra a leucemia da filha: “você precisa beber água, suas veias estão invisíveis e isso não ajuda o tio na hora dos exames”. Em meio a essas palavras mais delicadas, carinhosas a mãe consegue meio copo de água de manhã… mais meio durante a tarde. E assim elas seguem.

O impressionante ali é como uma passa força para outra, presenciar a troca de remédios durante a nossa visita ao Hemorio, onde a Fernandinha está internada, foi a forma mais clara de perceber isso. A menina só precisava da mãe ali, ao lado dela, segurando a sua mão para conseguir segurar o choro. Aguentar a dor das agulhas. O olhar de confiança que uma mãe transmite ao filho, aquele elo maternal que nada no mundo pode quebrar. Um momento de beleza em meio as tormentas que ambas estão enfrentando.

As crianças sofrem, claro. Só que nunca deixem de olhar para os pais que estão com essas crianças em um quarto de hospital. O desespero e ao mesmo tempo a esperança é visível no olhar deles. Famílias mais humildes, em questão de distância, não podem fazer o que gostariam que é estar perto. Os pais ficam mais frágeis quando isso acontece. Não possuem um familiar a quem recorrer. Nesse momento ninguém merece estar sozinho. Eles precisam compartilhar a frustração de um medicamento que não funcionou. A felicidade por algum outro ter estabilizado o grau do câncer. Acontecimentos da sua família que ela não presenciou, apenas foi comunicada. Por isso, dizemos… precisamos de mais ouvidos no mundo.

Aos que assim como nós queiram ser os ouvidos daqueles que precisam, busque fazer a diferença na sua cidade. Tire uma tarde e faça uma visita a um hospital ou asilo. Se cada um buscar ser um ouvido para aqueles que precisam aos poucos as coisas vão melhorando, e no futuro a convivência no mundo melhora. Quem não puder ser o ouvido solidário, compartilha a história da Fernandinha de novo. Poste a imagem abaixo nas redes sociais, com o link e os dados da Fernandinha!

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SABEMOS QUE JUNTOS VAMOS MAIS LONGE, POR ISSO AJUDE…
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Ana Farias postou isto no dia 11 de abril de 2014.


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