inspire-se 2014

Há quem more em casa, e no jardim reserve um espaço para cultivar alguns itens culinários, como: verduras, legumes, temperos e, as vezes, até frutas. Os que moram em apartamentos precisam ser mais modestos, na maioria das vezes ficam só no cultivo dos temperos, mas ainda assim não abrem mão de ter uma mini horta na varanda, ou mesmo na janela. Na semana passada falamos das formas de aproveitar os alimentos, no Favela Orgânica, hoje viemos aqui para mostrar que quando queremos, podemos sim fazer. É só ter iniciativa.

Iniciativa e força de vontade são dois dos sentimentos que movem os moradores da Rua Porto Seguro, 235, Armênia. O endereço pode ser um pouco incomum, mas para lá que muitos moradores em situação de rua que vivem em São Paulo vão para conseguir um prato de comida, um banho ou mesmo um local para lavar suas roupas. Acho que poderíamos chamar esse local de abrigo, certo? Então, a Casa Porto Seguro seria mais um abrigo comum da capital paulista, não fosse um diferencial: o local possui uma horta comunitária, que é cuidada pelos próprios moradores em situação de rua.

É reconfortante descobrir locais que oferecem algo mais, algo que propicie o crescimento pessoal das pessoas. Lá, eles cultivam os mais variados tipos de legumes e verduras, além de ervas para chás, e tudo 100% livre de agrotóxicos. Depois de colhidos, os alimentos têm destino certo: a cozinha da Casa, onde são preparados, diariamente, mais de 130 almoços – além de café da manhã. Ou seja, eles produzem o que eles mesmos consomem, o lado bom disso: ‘cria um sentimento de lar’. Deixa de ser apenas um abrigo para se tornar um porto seguro, porque eles já não pensam em estar lá de favor, uma vez que ajudam em alguma tarefa. Além disso, eles aprendem um ofício e fazem, de graça, umas das mais eficazes terapias do mundo: mexer na terra.

Com os legumes e verduras cultivados na horta comunitária, a equipe do abrigo – ou centro de convivência, como gostam de chamá-lo – já garante cinco dias de salada, por mês, para os frequentadores, o que rende uma economia de R$ 200 no orçamento. Uma economia que traz a possibilidade de investimento em outra área do local. A Casa Porto Seguro ainda oferece aulas de alfabetização, Ensino Fundamental e Ensino Médio aos frequentadores, além de outras atividades complementares – como capoeira, xilogravura e arte em mosaico, feita com lixo coletado nas ruas.

Uma boa ideia para replicar por aí, não? Esperamos que o “Inspire-se” compartilhado hoje seja compartilhado com todos os Selenators que você conheça, com seus familiares e amigos. Não importa a forma, compartilhe, divulgue essa ideia, quem sabe alguém não gosta e reproduz também!

Fonte – Planeta Sustentável

Ana Farias postou isto no dia 19 de setembro de 2014.


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