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Dizer quem ou que dia começou tudo isso é meio complicado, mas podemos dizer que essa bagunça por uma boa causa está atingindo mais que o esperado. A Associação ALS já recebeu bem mais nessas últimas semanas que o número do ano passado, doações que vieram de doadores existentes e pelo menos 259 mil novos doadores à Associação. Essa manifestação que já tomou conta da rede é uma bela demonstração de consciência e generosidade na luta contra a doença, nos EUA conhecida como “Doença de Lou Gehrig” e aqui conhecida como “ELA”.

A popularidade do “Desafio do Balde de Gelo” incentivou dezenas de milhares de norte-americanos, não só para tomar “um banho” com água gelada, mas também para abrir suas carteiras e para doar para a luta contra ALS. Aos que se perguntam o que a ALS vai fazer com as doações que já conseguiu:

“investir prudentemente em ajudar as pessoas com ELA e seus familiares e cuidadores na batalha contra a doença, enquanto resolutamente buscar todos os caminhos para ampliar, melhorar e, finalmente, salvar vidas”

Agora, se vocês quiserem acompanhar melhor o trabalho deles é só acompanhar o site que tem tudo explicadinho. A vantagem, essa doação não esperada vai permitir que haja projetos que antes não podiam ser feitos por falta de verba, e isso é ótimo.

Nossa Selena foi desafiada por dois amigos, tomou “o banho” e desafiou mais três. Já era nossa ideia explicar aqui sobre a doença, mas agora que começaram “os banhos” por aqui também é nosso dever:

entendendo a doença

Procuramos explicar para vocês de uma forma bem simples, mas aos que queiram entender melhor tem uma explicação mais detalhada aqui. Os brasileiros que estão agitando essa campanha por aqui arrecadam doações para o PRÓ-CURA ELA que representa todos pacientes de ELA, familiares e simpatizantes da causa, junto aos órgãos públicos, como o Ministério da Saúde, a ANVISA, o CONEP e lutar por mais investimentos de pesquisas para ELA no Brasil.

1. Pode-se, de maneira segura, afirmar que a causa da ELA é, ainda hoje, enigma indecifrável; sem ser de modo preciso e comprovativo, tem-se atribuído o desenvolvimento da moléstia a uma herança nervosa, de fundo indireto;

2. Assim sendo, somos levados a pensar que o sistema nervoso motor, enfraquecido e predisposto por herança viciosa, resiste muito menos e sofre, de modo mais intenso, à ação vulnerante das intoxicações e das infecções mais variadas; o tratamento é sintomático.

3. É sempre progressiva a marcha da afecção, seja qual for o modo de começo; a duração da moléstia varia com a forma clínica que ela se reveste; os pacientes, geralmente, podem viver 3 ou 4 anos e, raramente mais, aqueles cujo mal iniciou-se nos membros inferiores.

Na falta de tratamento específico, segundo o Prof. Antônio Austregesilo, no livro A Terapêutica dos Incuráveis, 1910, o médico nunca pode deixar de confortar o espírito do paciente:

“Dae-lhe um pouco de esperança sem mentir, uma vaga esperança que lhe bafeje a alma como um terral perfumoso. Tonifica e sempre o carácter do enfermo, para que ele compreenda que as moléstias não foram feitas para as árvores ou para as pedras senão para o próprio homem.”

Ana Farias postou isto no dia 18 de agosto de 2014.


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