Publicado por Ana Farias em 22.jun.2017

Feminismo por um ícone da TV

As pessoas que me conhecem sabem que muitas vezes acabo encontrando sem querer com atores, por morar no Rio e viver/trabalhar na zona sul da cidade. Alguns outros, os mais próximos, sabem do meu amor por essa atriz desde muito tempo. Sim, não desmerecendo nenhuma outra, mas Laura Cardoso, hoje com 89 anos, mais de 70 só de carreira, sempre foi uma atriz que me chamou muita atenção.

Ela é uma referência para mulheres do seu tempo, e outras tantas que nasceram depois dela, como eu e algumas outras que você possa conhecer que pensem o mesmo que eu. O mais lindo, dona Laura não hesita em se declarar feminista “desde menina”, mesmo fazendo parte de uma geração em que “o feminismo” é interpretado cheio de preconceitos. Sim.. pode até parecer algo distante, mas o que a mulher enfrenta hoje não chega nem perto do que ela enfrentou nos anos 20/30.

Em entrevista publicada na revista Veja, que você pode conferir aqui, a atriz considera o feminismo como “uma luta que deve prosseguir” e desculpem, mas a gente concorda 100%. 

“É a luta da mulher pela sua liberdade, pela sua vida, pelo que ela quer, sonha. O feminismo é uma luta que tem que ser apoiada, registrada. Já foi muito ruim para a mulher, ela era posta de lado em todos os sentidos. O feminismo é uma luta que vale a pena e deve prosseguir. Já se conquistou muita coisa, mas acho que ainda falta dar mais crédito, respeito de verdade à mulher”, declarou.

Como muitas, Laura Cardoso acredita que se mexem com uma, mexem com todas e levanta essa bandeira com muito orgulho! Ninguém está pedindo coisas a mais quando levanta o tema feminismo, estamos apenas levantando o fato de que defendemos a igualdade entre homens e mulheres e querer romper com as opressões e violências históricas que permeiam as nossas vidas.

Questionada durante a entrevista se ela já havia sofrido assédio, Cardoso afirmou à Veja que “toda mulher já sofreu” e defende que o tema seja discutido na escola e em todas as famílias. Só assim, segundo ela, temos chances de diminuir os casos. Acreditamos ainda ser preciso falar para que a mulher que sofra tenha confiança para falar sobre, só assim os casos podem começar a diminuir.

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