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É preciso pouco, quase nada, para estimular a imaginação de uma criança a dar longos voos. Num passado não muito distante – ou mesmo nos dias de hoje, em cidades do interior ou em regiões mais carentes – pequenos objetos do dia a dia podem abrir as portas para um mundo de aventuras. Quem nunca transformou um pedaço de papel num barquinho, um graveto numa vara mágica ou um lençol usado numa cabana? São brincadeiras como estas que ficam para sempre nas lembranças de nossa infância, mas que infelizmente hoje são raridade.

A grande maioria dos pequenos de hoje foi criada num universo de jogos digitais, bonecas fantásticas e uma quantidade interminável de brinquedos e mais brinquedos. Ter – e ter muito – virou sinônimo de ser feliz. Ledo engano. O sorriso e a felicidade de uma criança não dependem de uma visita ao shopping center. Ou do número de presentes que elas recebam em datas como aniversário, dia das crianças ou natal.

Até os mais pequenos já sabem e aprendem na escola que o planeta está cansado.
Se utilizarmos ainda mais recursos naturais para manter nosso estilo de vida, baseado neste consumo incessante, nossa sobrevivência na Terra está ameaçada.

Precisamos mudar.

O Instituto Alana foi um dos grupos pioneiros deste movimento e é o mais engajado quando o foco é nas crianças. A organização promove e estimula, desde 2012, a Feira de Troca de Brinquedos. Só no ano passado, foram realizados mais de 100 eventos como este no Brasil. Para a entidade, além de ser uma atividade divertida, as feiras de troca não só possibilitam o entrosamento e a socialização entre as crianças, como são uma experiência enriquecedora por dar novos significados a objetos antigos e afirmar que as relações não precisam ser pautadas pela compra.

Quem mora em São Paulo, a Casa das Rosas, na Avenida Paulista, também promove frequentemente a Feira de Troca Tudo sem Dinheiro, onde funciona aquele bom e velho escambo. Aprendemos sobre ele nas aulas de história, lembram??? As pessoas podem levar roupas, livros, gibis, brinquedos, CDs e o que mais estiver escondido no armário para trocar.

Mas aqueles que já são fãs do mundo digital, também podem fazer parte deste movimento de mudança pelo consumo mais consciente. No site Quintal de Trocas, dá para trocar online brinquedos e livros com pessoas de todo o país. É muito fácil participar. As crianças devem ser envolvidas no processo – elas devem escolher o que querem trocar. Uma das coisas mais legais desse site é que os pequenos podem escrever uma carta ou desenho contando os momentos mais marcantes que tiveram com aquele brinquedo.

E quem não quiser trocar, pode doar! É bom lembrar que há muitas crianças no Brasil vivendo em situação difícil, com poucos recursos. O 12 de outubro pode ser uma ótima oportunidade para lembrar todas as crianças disso: estimular o desapego e incentivar a generosidade.

Fonte – Planeta Sustentável

Ana Farias postou isto no dia 12 de outubro de 2014.


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