tapproject Se tem um assunto que ganhou espaço e atenção esse ano foi a crise da água enfrentada por algumas regiões brasileiras, principalmente a do estado de São Paulo. Assim, não sei vocês, mas sabemos que esse papo de “eu economizo água sempre” é mentira, a gente lembra de economizar quando está em falta, só que ai já é tarde. Precisamos nos policiar e economizar todos os dias, não importe a estação do ano. Por exemplo, se assistimos filmes e seriados de Hollywood idealizamos uma Califórnia como o estado dos campos de golfe e dos casarões rodeados de gramados impecáveis e com cerca branca. Só que não é bem assim, quatro anos seguidos de estiagem racharam essa imagem. Mais de 80% do território do estado americano está em situação de seca severa, e cientistas já temem que isso perdure até o fim do século. Compreenderam a duração dessa seca? FINAL DO SÉCULO. Gente, isso é muito, mas muito tempo mesmo. Se estamos vendo um país totalmente desenvolvido sofrer com a falta da água, porque não economizamos de verdade desde já? Essa é a eterna pergunta, que segue sem resposta. Para lidarem com a falta de água, as autoridades californianas estão fazendo de tudo, com graus variados de sucesso. Não dar para conseguir 100% de aceitação e aproveitamento em tudo o que é implantado, mas se alguns alcançam resultados positivos já é válido. Entre as medidas que não vingaram está a proibição de piscinas, pois se constatou que, quando mantidas cobertas, elas gastam menos água que a manutenção de um gramado com área equivalente. Ai encontramos um ‘problema’ como alegar que um gramado não pode eexistir, quando ele faz parte da ‘área verde’ da cidade? Nosso ponto de vista é que melhor que proibir qualquer coisa, é importante ostrar alternativas de manutenção que não gastem tanta água. Como a piscina coberta, por exemplo. Acreditem, em anos normais, chovia na Califórnia um terço do que em São Paulo. Por isso, mesmo que o clime seja diferente, podemos extrair da experiência californiana algumas lições para o Brasil e hoje compartilhamos duas com vocês:

MULTAR QUEM DESPERDIÇA

Ao constatar que uma campanha de conscientização para economizar água não surtia efeito, há três meses o governo da Califórnia permitiu que os seus distritos multassem os esbanjadores. Os valores não poderiam ultrapassar 500 dólares. Então, cada localidade decidiu quais seriam as infrações e o rigor a ser aplicado. Em San Diego, quem é pego regando o jardim com mangueira paga a multa máxima, a mesma penalidade reservada para quem encher uma banheira de hidromassagem em Los Angeles. Se houver reincidência, o valor será dobrado. Em Santa Barbara, quem usar água corrente em fontes decorativas pagará 350 dólares. No Brasil, algumas prefeituras já punem os que usam água para outros fins que não o consumo humano, como beber ou tomar banho. Em Monte Carmelo, Minas Gerais, os fiscais recebem denúncias de moradores cujos vizinhos estão lavando a calçada, por exemplo, e vão até o local. Não há punição imediata, mas o infrator é obrigado a assinar uma notificação. Em caso de reincidência, a multa é de 627 reais. É errado? Pode

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até ser, mas se isso faz com que as pessoas criem um consumo cosnciente nós achamos válido.

CRIAR CURSOS OBRIGATÓRIOS PARA QUEM GASTA DEMAIS

A cidade costeira de Santa Cruz, a 100 quilômetros de São Francisco, estabeleceu um teto mensal de 28 mil litros de água por família. Quem passa do limite ou é pego burlando alguma norma é multado, mas pode abater parte do valor participando de um curso de duas horas. Aquele que acumula duas multas é obrigado a comparecer. No curso, os professores explicam a situação dos recursos hídricos no estado e ensinam técnicas para reduzir o consumo. “Até agora, não vi nenhum aluno repetente, ou seja, que tenha saído daqui e voltado a desperdiçar”, diz o engenheiro americano Nik Martinelli, coordenador do curso. A ideia de estabelecer um ‘teto’ para o gasto é algo que, ao nosso ver, educa. Quem viveu a fase do racionamento de energia aprendeu a viver consumindo menos eletricidade. E não é coisa de outro mundo enteder que um banho de 15 minutos possui o mesmo efeito que o de 30-40 minutos; que não precisamos ecovar os dentes com a torneira aberta. Atos simples, que somados no final de um mês traz redução de consumo.  

>> Amanhã: Especial Água – PARTE 2 <<

Ana Farias postou isto no dia 27 de dezembro de 2014.


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