Como o trabalho na Casa Ronald é semanal acho que as declarações sobre o que acontece por lá acabam sendo mais frequentes por aqui. Porém, nesse fim de semana tem Romão Duarte (orfanato), ou seja, certo ter algo para compartilhar com vocês na próxima semana.

Efeito Férias

Quem aqui conversa com os pais,ou qualquer outra pessoa mais próxima, sobre trabalho, independente de qual seja, já ouviu alguma vez: “é só faltar alguém que tudo acontece”. Foi exatamente essa experiência que tive na última semana. Nunca precisei faltar um dia de voluntário, desde que comecei meu trabalho por lá. Só havia presenciado a casa cheia e com acontecimentos esporádicos, uma vez até então. Um fato desse dia, o quadro de voluntários estava completo e todos presentes. Essa foi a diferença. Várias coisas juntas acontecendo. Nem todos os voluntários presentes.

Hóspedes novos chegando. Febre. Casa cheia. Febre. Todas as tarefas para serem feitas. Febre. E a pergunta de sempre “vai ter recreação?”

Acho que uma das maiores lições que eu tenho aprendido lá, além de saber lidar melhor com o câncer… aprender a dizer não. Uma palavra que pode trazer uma carinha triste, fazer você ser ignorada por alguns minutos ou momentos. A mesma palavra que é por questões de segurança 90% das vezes na casa. Desde a apresentação do nosso trabalho, somos treinados para entender que a segurança das crianças está em primeiro lugar. Muitas vezes o ‘não’ acontece por prevenção, seja por um transplante recente ou por um cateter.

Lembrar disso sem expôr a doença é bem complicado. Confesso. Ali aprendemos e entendemos que todos ali esperam ser tratado igualmente, com os mesmos direitos de uma criança saudável. Por isso é importante saber administrar situações ‘complicadas’. Nesse mesmo dia ainda comentamos sobre o livro “A culpa é das estrelas” e a diferente abordagem da doença no livro ajudar no nosso trabalho de voluntário.

Fazemos o que podemos para tornar toda a trajetória mais leve. Acredite, nesse mesmo dia eu e mais um voluntário conseguimos 30 minutos na biblioteca. Melhor do que nenhuma recreação. Uma outra comparação com o livro, todos precisam de uma HAZEL em sua vida para descobrir mais sobre os ‘infinitos’ da vida!

 

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Ana Farias postou isto no dia 10 de fevereiro de 2014.


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