Como em todas as segundas, logo abaixo você pode conferir mais um texto da coluna Diário Voluntário! Porém desta vez, o texto foi dividido em duas partes, a próxima será enviada na semana que vem. Confira:

Adoção

Sem tem uma coisa que eu aprendi logo após começar o meu voluntariado, é que nem todas as crianças que moram em orfanatos são órfãos e, por incrível que pareça, uma parte considerável das crianças do Lar da Criança não são órfãs e, obviamente, tem pais lá fora. Elas estão lá por vários motivos: por pais que não renda o suficiente para cria-los, pais que sofrem de algum tipo de problema mental, abuso ou simplesmente por pais desleixados que não querem tomar conta.

Dentro do orfanato as funcionárias não sabem o motivo do porquê de todos estarem ali, mas sempre descobre sobre um ou outro, e por meio delas, eu descubro.

Desde que eu comecei a visita-los, várias crianças foram embora e nenhuma delas foi realmente adotada, suas famílias conseguiram suas guardas de novo ou simplesmente resolveram que queriam tomar conta de seus filhos novamente. Como exemplos, tivemos um dos bebês, George. O conheci quando ele tinha 3 meses e ele tinha uma irmã na casa também, a Aninha. Eles estavam lá por desleixo da mãe que não queria cria-los, mas o pai, que sempre ia visita-los, queria conseguir a guarda dos filhos o mais rápido possível, e, depois de uns meses, o pai conseguiu e os levou embora.

Teve também o caso da Keliane, que digamos de passagem, tinha o sorriso de criança mais lindo que eu já vi na vida e é a criança mais espontânea e engraçada que eu conheci, era também muito difícil de lidar e sua uma personalidade invejável para uma criança de apenas 5 anos. Keliane estava no orfanato porque sua mãe havia lhe entregado nas mãos do governo por não poder tomar conta da filha. Ela foi embora do orfanato depois de muitos anos morando lá, a mãe conseguiu sua guarda novamente.

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Michele Lima postou isto no dia 20 de janeiro de 2014.


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