diario 2014

Primeiro diário do ano, sobre o primeiro trabalho voluntário do ano. O que compartilhamos hoje? Mães e suas formas de educar seus filhos. Ontem mais cedo, conversando com uma amiga sobre atitudes maternas não imaginava que, mais tarde, no mesmo dia eu fosse vivenciar essas mesmas atitudes. E foi exatamente isso que aconteceu, mas da forma que imaginávamos, em nossa conversa ser a mais correta.

Os pais no processo educativo, principalmente quando as crianças ainda são pequenas e estão formando sua personalidade precisam que seus pais tenham “pulso firme” e saibam, mesmo que doa, dizer não. Afinal, sabemos que o mundo não é um mar de rosas que as coisas não são fáceis. É melhor broncas e ‘nãos’ dos nossos pais do que da vida. Alguns podem até não achar isso hoje, mas um dia, acreditem ou não vocês irão concordar quando alguém disser isso, independente da situação. Foi exatamente essa situação que vivenciei.

Estávamos sentados no refeitório, todos conversando, algumas crianças brincando, ou seja, tudo na maior tranquilidade até que uma das crianças pediu o brinquedo que estava emprestado de volta. Instalou-se um mini caos, porque a menor fez uma cena que parecia que o maior estava errado, mas a mãe viu e cortou logo. A pequena pensou por 3 minutos e depois voltou, mas ainda estava fazendo pequenos atos de implicância, só que a mãe não se mobilizou. “Ela está errada, ela precisa aprender que não adianta fazer pirraça. Ela não vai conseguir as coisas só por fazer pirraça e ela precisa entender isso”. Eu achei uma atitude tão bonita, porque não é tão comum você ver pais educando dessa forma mais, é mais fácil ceder e deixar que a criança ganhe, dá menos trabalho. Só que isso traz um adulto mimado, um adulto que não será de comportamento fácil.

Nossa outra situação, rebeldia. Isso mesmo, uma das crianças está no momento usando cadeira de rodas em função de uma operação. Claro, não é legal para ela essa situação, quando uns dias atrás ela estava ali, naquele mesmo salão, correndo e dançando. AInda que a situação seja passageira e o pior já tenha passado ela não aceita ajuda. Não gosta de receber ajuda. Reclama quando alguém chega perto. Foi nesse momento que a mãe entra em ação, com uma frase simples e de uma sabedoria: “não culpe os outros pelas coisas que estão acontecendo, ninguém tem culpa”. E ainda que ela seja apenas uma menina, ela precisa entender isso desde já. Certas coisas acontecem nas nossas vidas e infelizmente não temos domínio, apenas podemos vivê-las e lutar para que as consequências não sejam tão graves.

Acho que viver essas duas situações ontem, foi uma boa maneira de iniciar o ano. Por esse motivo que também decidi compartilhar com vocês!

Ana Farias postou isto no dia 02 de janeiro de 2015.


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