diario 2014

Hoje o nosso diário conta de uma forma geral algo que vem sendo percebido desde que começamos com as atividades do SGFFC. No entanto, quando os trabalhos voluntários que fomos realizando se tornaram mais frequentes ficou ainda mais claro essa situação.

Bebês alegram um ambiente. Qualquer ambiente.

Quando fazemos nossas visitas ao orfanato, sabemos… se quisermos ver os bebês teremos que ir ao berçário. No salão de visitas só encontramos as crianças que já completaram um ano, o que para a gente ainda ´pode ser considerado bebês. A grande questão dessa limitação da idade é o fator maior independência deles, com um ano alguns já andam, ou seja, possuem maior liberdade para interagir. Por mais que você pense nas dificuldades que aquelas crianças enfrentam, a alegria de ver os primeiros passos ou as primeiras bagunças com os outros órfãos te faz esquecer o motivo por eles estarem ali.

Na Casa Ronald, toda vez que recebemos um bebê ele se torna o centro das atenções. Todos conhecem. Todos querem pegar no colo. Todos paparicam. Todos sabem, todos pensam a mesma coisa. Todos sentem o mesmo aperto no coração. Só que, ainda que possa ser um turbilhão de sentimentos ver um bebê já enfrentando o câncer, o olhar sincero que recebemos deles torna tudo mais simples. Apaga dos seus pensamentos as dificuldades, os sofrimentos que enfrentam durante o tratamento.

Ai, de volta ao que dissemos no início, um criança pode ou não alegrar um ambiente. Nós acreditamos que sim. Elas fazem com que haja esperança, com que a gente acredite que podemos melhorar o futuro e podemos. Por elas, que hoje passam por provações que buscamos mudanças. Para que o futuro delas seja melhor e mais seguro.

Ana Farias postou isto no dia 20 de outubro de 2014.


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