diario sgffc

Essa semana é ‘ressaca’ da festa junina, porque foi o plantão pós festa e todos sabemos que isso signfica comentar sobre, certo? Foi tão bom chegar e ser recebida com tanto abraços e sorrisos, mais sinceros como eu jamais tinha visto. Ouvir elogios sobre o seu trabalho e sobre outras festas, faz bem pro coração. Faz você realmente acreditar que está fazendo a diferença nas 3 horas que você escolhe doar na sua semana.

Essa semana eu fiquei no jantar, e ainda que em um espaço mais limitado consegui não só interagir com os hóspedes como adicionar 3 mini pessoas na lista dos que gostam de bife de fígado. Sejamos francos, isso é raridade em adulto, que dirá em crianças. Me senti vitoriosa. Pode até parecer bobeira, mas muitos ali não conseguem comer muito pelo tratamento e há alimentos que são importantes para nossa saúde. Entre amar e odiar esse certo bife, reencontrei uma princesa que precisou voltar à casa e conheci uma outra, que tinha o mesmo nome que o meu. PRIMEIRA vez que eu posso dizer isso.

Ai vem a recreação. Aquela hora, ou melhor minutos mais esperados de todos os plantões. Como sempre subi com os menores, agarrados, do tipo uma mão minha segurando outras duas ou três, enquanto a outra equilibrava um “chicletinho” no colo. Tudo ficou calmo, por um grande tempo. Lá fora os meninos se divertiam no futebol deles. Lá dentro as meninas criavam a escola de princesas. As idades eram variadas nos dois grupos, mas eles sempre se entendiam. Claro que tinha uma mini briga aqui, outra ali, mas no geral posso dizer que criamos uma bagunça organizada.

Quando elas decidiram que queriam ir lá para fora, ainda que com algumas conturbações, conseguimos mostrar aos meninos o espírito de ‘irmão mais velho’ e eles de alguma forma arranjaram uma forma de continuar jogando (claro) e não machucar as meninas. No final, já não sabia se eu fazia parte da escola das princesas ou do time dos meninos, porque na bagunça até um gol eu fiz. Nesse momento é que paro e penso nos que reclamam por ter que dividir o quarto ou um brinquedo com o irmão, por exemplo. Ser voluntário é aprender todo dia uma pouco, e aprender MUITO!

Michele Lima postou isto no dia 11 de agosto de 2014.


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