Em geral nossas declarações aqui são sobre as pessoas que já conhecemos, nos relacionamos. Seja no orfanato ou na Casa Ronald McDonald (CRM).

Hoje nosso diário retrata uma história que vivemos na CRM, mas do ponto de vista daquele que acaba de chegar. Aqueles que a casa recebe muitas vezes apenas por uma noite, ou pelo tempo que o tratamento pedir.

O chegar pode ser estranho ou reconfortante para quem recebe e para quem está chegando. O novo assusta, na maioria das vezes o acompanhante. Nós adultos julgamos mais que as crianças, criamos um PRÉ conceito e o alimentamos. O que é errado, já dizia o velho ditado “não devemos julgar um livro pela capa”. O novo empolga, se falarmos diretamente da criança ou adolescente. A doença para eles nem sempre é mostrada na real concepção, o que pode ser melhor na maioria das vezes (em uma opinião pessoal).

Para quem recebe, o novo é uma novidade que pode ser ou não passageira. Uma porta de entrada que pode fazer com que a doença seja mais confortável para os que estão ali. E principalmente para os que ficaram na cidade natal.

O trabalho voluntário é isso, encarar o novo. Apresentar o novo. Vivenciar o novo. Mais que isso, ACEITAR o novo e viver bem com isso. É aprender que falar é mais importante que ouvir. Muitas vezes para um voluntário são 3 horas de trabalho, mas para outros são 3 horas de aprendizado recíproco. Acredito que recebo mais do que eu deixo naquela casa. No misto de ansiedade e angustia aprendemos a conviver com muitas coisas, mas aceitar a simplicidade e entender as necessidades básicas de cada um ali é o mais importante.

Quer ser parte de algum trabalho voluntário Selenator?? Visite ATIVIDADES e participe.
Ou seja parte da PRÓXIMA GERAÇÃO =)

Ana Farias postou isto no dia 12 de maio de 2014.


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