Começando a semana com mais um depoimento, como parte do nosso diário voluntário, nossa coluna em parceria com o SGBR.

Casa Ronald, Rio.

Tenho na verdade dois assuntos para compartilhar com vocês, mas o relato hoje acontece junto. Porque as situações aconteceram juntas. Em um dia de voluntário compartilhado, isso mesmo, em um dos meus plantões levei uma amiga e meu pai para conhecerem o trabalho realizado na casa. Durante a visita eu entendi uma parte das informações que nos foram apresentadas no dia do primeiro treinamento: lidar com a doença. Os dois visitantes estavam adorando tudo, até que em um momento, sem esperar, assistem os efeitos de uma quimioterapia. Uma criança passa mal. O desconforto surge. Voluntários ajudam. É como se nada acontecesse.

Trabalhar como voluntário, em uma instituição que presta apoio à crianças e jovens que sofrem algum tipo de câncer, é aprender a lidar com imprevistos. E por imprevistos podemos citar: febre, falta de apetite, crianças passando mal. É aceitar que CABELO CRESCE e que a sua queda é o menor dos problemas. No entanto, uma criança passar mal na sua frente e sua reação precisar ser a mais normal é complicado. E foi essa a reação que eu tive, consegui agir de forma natural e contornar a situação, alguns minutos depois lá estava eu, conversando e fazendo de um ‘miojo’ o jantar mais delicioso que se pode imaginar.

Essa foi a descoberta desse dia:

    A mudança para uma quimioterapia mais forte pode trazer muitos efeitos colaterais. É por isso que muitas mães não forçam que as crianças se alimentem, para não acontecer delas colocarem o remédio para fora. Elas comem quando estão com fome, quando conseguem engolir os alimentos. E no enjoo pós quimio, na maioria das vezes o que elas sempre conseguem comer é o poderoso ‘miojo’ que, na minha opinião, deve ser porque ele é leve e não tem muito tempero/gosto.

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Ana Farias postou isto no dia 24 de fevereiro de 2014.


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