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Certas coisas que lemos parece inacreditáveis, de verdade. Já estamos em 2014 e as pessoas seguem com esse pensamento pequeno. Depois vemos crianças sofrendo com bulimia e/ou anorexia e não sabemos o porquê. Nossa sociedade vai aprender quando que é preciso aceitar as pessoas como elas são, com seus defeitos e qualidades. Uma pessoa ser alta ou mais baixa não importa ou incomoda, porque quando falamos de peso essas questões aparecem? Realmente não sei. Realmente não concordo com esses pensamentos.

Sabem o motivo desse assunto ser aborado hoje? Porque ao que parece o IMC (Índice de Massa Corporal) dos professores afetam o aprendizado dos alunos. Isso mesmo que vocês leram. E não existe pesquisa alguma afirmando que isso é verdade, mas para o Estado de São Paulo o peso dos profissionais da Educação conta muito mais do que o conhecimento e títulos que eles possuem. UM ABSURDO.

“Isso mesmo, professores altamente gabaritados, com pós-graduação, mestrado, doutorado e que poderiam ministrar aulas em grandes universidades estão sendo impedidos de tomarem posse de seus cargos.” Tudo isso acontece porque depois da perícia médica, mesmo apresentando exames de saúde normais, eles possuem um IMC elevado. Ou seja, não podem lecionar por serem considerados obesos, como se fossem pessoas doentes e incapazes de exercerem suas atividades. Isso na nossa cabeça é quase que uma nova versão do “só pode entrar na escola de tenis preto”; qual influência o IMC do seu professor terá no seu aprendizado? Nós respondemos, NENHUMA.

Uma leitura sobre isso:

A leitura que eu faço disso é a seguinte: se você é gordo e saudável, sinto muito, mas não pode prestar concurso público. Isso porque amanhã você vai estar muito doente e nós não vamos bancar mais nenhum gordo doente. Emagreça, porque magros nunca adoecem.

A maior questão, porque só considerar o IMC e não avaliar os outros exames que são solicitados? Até porque o nosso peso pode não estar aparentemente nos padrões, mas também podemos estar completamente saudáveis. Até porque há muita gente em muita boa forma mas seus exames indicam índices de saúde preocupantes. Lembrando que existem pesquisas no mundo que comprova que nem sempre o mais magro é o mais saudável.

Ana Carolina Buzzo Marcondelli, 30 anos, bióloga; Bruna Giorjiani de Arruda, 28 anos, socióloga; e Vanessa Oliveira, 32 anos, bióloga. Todas elas fazem parte do grupo de professores que estão sendo expostos ao constrangimento de terem que lutar por um lugar que é deles por direito adquirido. Cada uma tem uma história de vida, mas as três tem uma só paixão: a educação. E é absurdo pensar que tantos jovens podem ser privados de receberem ensino de qualidade por regras retrógradas.

Hoje no Facebook tem uma página em prol desse absurdo e que vale a pena ver: “Nunca soube o IMC da minha professora, mas sei o que ela me ensinou”. E a hashtag é ‘NuncasoubeoIMC’. São diversas pessoas que apoiam, antes de tudo, a capacidade intelectual das pessoas.

Fonte – MSN.com.br

Ana Farias postou isto no dia 30 de março de 2014.


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