Selena Gomez Visits West Edmonton Mall To Greet Fans And Sign Autographs

Ninguém gosta de viver na sujeira, certo? As nossas paredes não possuem tantos quadros e cartazes que nos impeça de ver as nossas paredes. Se a nossa casa não fica suja e nojenta, por que a nossa cidade pode ficar? Jogar lixo no chão é errado. Encher a rua de placas é errado. Precisamos pensar na cidade como a nossa casa, se fazemos isso as mudanças começam a acontecer. Encontramos justificativas para acreditar nisso, olhem:

PORQUE SIM

1. Menos propagandas. São Paulo não é o único exemplo de sucesso. Mais de 100 cidades já a adotaram, total ou parcialmente. Entre elas, Londrina e Florianópolis. Grandes capitais, como Nova York e Barcelona, têm normas para a publicidade na paisagem urbana. São proibidos, por exemplo, anúncios ao redor da Torre Eifel, em Paris

2. Retirando a publicidade, aumenta a preocupação estética com construções e monumentos, que não ficarão escondidos atrás de placas. Valoriza-se o patrimônio artístico da cidade. “A paisagem é de todos, não apenas daqueles que querem vender os seus produtos”, afrma a urbanista Regina Monteiro

3. “As cidades podem copiar apenas alguns trechos da lei, de acordo com suas necessidades”, explica Regina. A adesão ampla resolveria outro problema: hoje, anunciantes migram os outdoors para cidades vizinhas que não têm a regra ou dão um “jeitinho”, como instalar placas em terrenos particulares próximos às estradas estaduais

4. Atualmente, a publicidade está em tudo o que olhamos: na televisão, nas revistas, na internet, nos aplicativos de celular… Portanto, a diminuição dela nas ruas não prejudica nosso contato com novas marcas e produtos. E além disso, sem tantas faixas ou outdoors, conseguimos apreciar melhor a beleza da cidade

PORQUE NÃO

1. Nenhuma grande metrópole proibiu completamente anúncios exteriores, como em São Paulo. Em geral, eles são tolerados em áreas específicas, quase sempre longe dos centros históricos. Nova York e Tóquio, por exemplo, convivem bem com painéis eletrônicos de alta definição

2. “Se for organizada, disciplinada e fiscalizada, não há motivos para proibir completamente a publicidade na cidade”, afirma o publicitário Luís Cláudio Marchesi. Ela pode até atrair mais dinheiro para os cofres públicos. Anúncios em ônibus, por exemplo, poderiam custear o passe livre para estudantes

3. Segundo estimativas, 20 mil empregos foram encerrados em São Paulo com a restrição. Cerca de 100 empresas fecharam – não só agências de publicidade, mas serralherias, gráficas e marcenarias. Os pequenos comércios foram os mais impactados, porque não têm verba para recorrer à publicidade em outras mídias

4. Ela não só prejudica a indústria publicitária como também afeta as próprias empresas, que perdem dinheiro, porque não conseguem alcançar os clientes. Além disso, a fim de cumprir a norma, a prefeitura de São Paulo apagou murais de grafiteiros renomados, como OSGEMEOS

Fonte – Planeta Sustentável

Ana Farias postou isto no dia 18 de setembro de 2014.


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